Quarta-feira, Dezembro 9
Segunda-feira, Setembro 28
Domingo, Agosto 9
Quarta-feira, Junho 17
Segunda-feira, Junho 8
Lançamento: Desenho do Corpo
Semana passada os documentários premiados no programa DOCTV foram lançados no Cine Bombril, foi lindo, todos lá, os premiados, os representantes das instituições realizadoras, minha mãe, irmãos, filhos, amigos e as imagens para comtemplar...
Fiquei orgulhosa de ver que uma idéia se torna realidade, e na telona fica impressionante, o que vc elaborou por meses, escreveu nos sonhos, está lá.
O Doc aborda um assunto que pode significar um tabu, nada fácil, falar sobre estética, imagem da mulher, padrões de beleza...esbarramos em conceitos pré-concebidos, opiniões diferentes, mas tá ai, agora e ver, observar nas entrelinhas as associações feitas com as imagens e seus discursos, pensar junto, compartilhar reflexões, este é o meu trabalho, sempre, onde quer que ancore. Através dele quero conversar com as pessoas, homens e mulheres, discutir o que está velado na cultura e no comportamento, transbordar sentimentos, idéias e ações.
Sinopse
O documentário traça um percurso sobre a construção e o ideal de beleza do corpo feminino no imaginário da sociedade ocidental marcada por aspectos culturais relacionados ao consumo. Tais aspectos demonstram uma massificação de costumes e a padronização estética e suas diversas formas de representação.
“Desenho do Corpo” relaciona através da arte, desenho, pintura, dança e fotografia, e principalmente as instituições sociais a busca por este padrão da beleza feminina atual que conserva os critérios estéticos relacionados à juventude e ao corpo esbelto.
Como contraponto, a personagem Vera França, 67 anos, modelo vivo, conduz o diálogo entre os diversos depoimentos de especialistas de arte, estética e sociedade.
Levanta questionamentos sobre a dicotomia da vida e a busca pela imagem de beleza, o consumo e a busca da realização pessoal.
Quinta-feira, Janeiro 15
Sexta-feira, Dezembro 12
CARTA ABERTA
CARTA ABERTA SOBRE ESCLARECIMENTOS A RESPEITO DA PRISÃO DE CAROLINE
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À Fundação Bienal
Aos Srs. Diretores, Conselheiros,
A nota de esclarecimento emitida pela Fundação Bienal nos informou que não é de responsabilidade da Fundação o destino da jovem. E que a Bienal agiu em defesa do patrimônio público, o que é sua obrigação. Mas não esclarece se a Bienal, eximindo-se dessa responsabilidade ao cumprir com a sua, concorda ou não com o destino da jovem. Destino que agora se entrelaça com o da Fundação e marca para sempre com um drama humano o percurso de uma instituição bastante importante na cena cultural.
Muitos de nós sonham com uma arte que brote da vida e para a vida, para a liberdade, para a emancipação e o crescimento humano. Isso não inclui danos ou violência de qualquer tipo, e bem sabemos que a arte, para a qual se pensou inicialmente a Bienal, é em sua origem questionadora. Talvez ainda pensemos possível uma arte que não seja apenas para ornar paredes, livros e conversas. Qual o papel da Fundação hoje, talvez ainda herdeira, como fazem crer seus catálogos, de uma tradição crítica e artística que bebeu nessas fontes, quando não eram ainda vistas como arte, mas como insubordinação e até incapacidade.
Não nossa intenção discutir neste momento a validade artística, ou não, da ação de Caroline. Muito menos do enorme vazio que ficou. Mas parece necessário pensar se tão longa permanência numa penitenciária é troca humana justa para o delito que a jovem teria cometido, pensando talvez apenas participar e tornar pública a existência de outras realidades. Se não há rigor desigual e desmedido, e nada construtivo. Se em resposta a uma situação potencial de risco institucional, não se estabeleceu de fato uma situação que coloca em risco desnecessariamente o destino de uma pessoa. Se a uma situação de possível ameaça, não se estabeleceu uma situação arbitrária porque injusta e efetiva de violência ainda maior.
Preferiu-se interpretar o ato de Caroline não como expressão consoante com um espaço que poderia ser de livre manifestação, mas como dano. Ao ser assim classificado, gerou-se a atual situação. Trata-se sim, e inequivocamente, de decisões. Situação que nos parece muito injusta, absurda. Além disso, o "dano" causado pela jovem poderia ter sido corrigido, inclusive com a participação dela. E corrigido facilmente, como de fato foi, demonstrando não ser ato permanente. A correção, ao que sabemos, resumiu-se a uma atividade que deve ser até rotineira, antecedendo e sucedendo exposições, expressando o zelo da Fundação pelo espaço arquitetônico que a abriga. A esta altura não temos simpatia alguma pela ação da Bienal, nem tampouco pela polarização discursiva de segmentos do chamado "meio cultural" em torno da ação da Fundação. O que está em jogo é a liberdade de uma pessoa e os valores que de fato praticamos ao representar as instituições das quais participamos.
Assim, já que a Fundação Bienal entende que a prisão da jovem não atende a uma intenção ou razão sua, convido-a a colaborar a uma ação restaurativa, não só dos edifícios, mas da liberdade, e manifestar-se e contribuir publicamente pela libertação de Caroline. Convidamos a Fundação a somar-se, de modo que faça algum sentido, no esclarecimento e na restauração de um patrimônio maior, que é o significado possível da arte e, acima disso, do sentido humanitário da nossa vivência comum. A abrir-se a um debate mais amplo da instituição e da produção cultural, que já é inevitável. Do sentido humano que deve animar a arte e as instituições, porque se estas adquirirem identidade e ânimo autônomos, se deixarem de ser ferramentas e instrumentos de nossa criação, os processos de decisão facilmente se tornarão cativos de um anonimato que de fato não existe, e nossos monumentos, de patrimônio público, passarão a uma carcaça daquilo que sonhamos possível construir ao instituí-los.
Procuramos ainda, em meio à necessária decepção e indignação com a situação que se criou, convidar a um tom de razão, a retomar a valorização da liberdade, da expressão e da vida humana, sem o que as discussões sobre arte e cultura, e nossas belas criações, como os salões elegantes e alvos que as abrigam, são apenas o verniz da barbárie que construímos com nossa indiferença.
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Esta é uma carta aberta. Se concordar com seus termos fique livre para assiná-la e distribuí-la.
Se quiser entrar nesta lista de assinaturas envie um email para manifestacao.livre@gmail.com .
Se quiser uma versão digital solicite pelo mesmo email.
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Subscrevem:
Cristiane Arenas - Artista
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Euler Sandeville (FAUUSP/ PROCAM.USP, Aion, Espiral)
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Jaime Lauriano (estudante e pesquisador em Cinema FEBASP)
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Izabel Franco -Arquiteta
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Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Psicóloga,Artista plástica, poetisa e Embaixadora Universal da Paz (Cercle de Les Ambassadeurs Univ. de La paiz-Genebra, Suiça)
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André Luiz Mesquita - Jornalista
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Gisella Hiche – Artista
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Milena Durante - Artista
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Vanessa Jesus - Estudante
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Julia Cseko - Escultora
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Joana Cseko - Artista
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Fernanda cobra - Artista
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Rodrigo Lourenço - Gravador
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Giana Paris - Artista
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Marina Ronco - Produtora
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Rodrigo z. Lopez - Relações públicas
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Thiago Rolands - Editor
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Lucas Barboza Villar - Monitor cultural
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Floriana Breyer - Artista
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George Sander - Artista
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